Viajar entre sedes da CAN 2027: voos, autocarros e fronteiras

Viajar entre sedes faz parte do plano na CAN 2027: as cidades anfitriãs estão espalhadas por três países, o Quénia, o Uganda e a Tanzânia, e um adepto que siga a sua seleção pode atravessar duas fronteiras só na fase de grupos. A boa notícia é que as cidades principais ficam a cerca de uma hora de avião. O problema é que cada país tem as suas regras de entrada, e os lugares regionais mais baratos vão esgotar cedo. O torneio decorre de 19 de junho a 17 de julho de 2027.
Este guia explica os voos entre os anfitriões, as rotas por terra que valem a pena, a papelada das fronteiras e como planear uma viagem com um calendário que ainda não saiu.
As sedes num relance
- Quénia: Nairobi, com Kasarani e o novo estádio Talanta propostos. Voa-se para o Jomo Kenyatta International (NBO).
- Uganda: Kampala (Namboole), mais Hoima, no oeste, e Lira, no norte. Voa-se para Entebbe (EBB).
- Tanzânia: Dar es Salaam, Zanzibar e Arusha. Voa-se para Julius Nyerere (DAR), Zanzibar (ZNZ) ou Kilimanjaro (JRO).

A CAF ainda não confirmou os recintos finais nem o calendário, por isso trata esta lista como o plano, não como a resposta.
Viajar entre sedes de avião
O avião é a escolha sensata para quase todos os trajetos. As rotas principais, todas diretas:

- De Nairobi para Entebbe: cerca de uma hora, com vários voos por dia.
- De Nairobi para Dar es Salaam: cerca de hora e meia.
- De Nairobi para Kilimanjaro, para Arusha: cerca de uma hora. As tarifas rondavam os 150 dólares quando uma viajante verificou em 2026.
- De Entebbe para Dar es Salaam: cerca de hora e meia.
- De Entebbe para Kilimanjaro: cerca de uma hora e um quarto, mas só uma vez por semana, na Uganda Airlines, segundo o FlightConnections.
- De Dar es Salaam para Zanzibar ou Arusha: um voo doméstico curto, ou um ferry rápido de duas horas para Zanzibar.
A Kenya Airways, a Uganda Airlines, a Air Tanzania e a Precision Air voam rotas regionais. Os lugares são poucos e três países anfitriões partilham-nos, por isso, para viajar entre sedes, reserva os voos assim que souberes onde joga a tua seleção. Escolhe tarifas que se possam mudar e, se os voos forem de companhias diferentes, reserva-os em separado, para que um atraso num não te cancele o seguinte.
Por terra: quando faz sentido
De Nairobi para Arusha é a única viagem de estrada que quase toda a gente faz sem problemas. Os shuttles demoram quatro a cinco horas a percorrer cerca de 275 km e custam cerca de 25–35 dólares. A fronteira é em Namanga: sais no lado queniano para carimbar a saída e outra vez no lado tanzaniano. Leva impresso o visto eletrónico da Tanzânia e à mão o seguro obrigatório.
De Nairobi para Kampala são cerca de 13 horas de autocarro, por Busia ou Malaba. É barato, mas longo, e os conselhos de viagem do Governo britânico para o Uganda desaconselham conduzir fora das cidades à noite. Para ir a um jogo, vai de avião. Se fores por estrada, viaja de dia com uma companhia de autocarros com historial, e leva o passaporte e o certificado da febre-amarela na bagagem de mão.
De Dar es Salaam para Arusha são cerca de 650 km, um dia inteiro de estrada. Vai de avião, a não ser que queiras parar pelo caminho.
De Kampala para Hoima ou Lira vai-se sempre por estrada: cerca de quatro horas até Hoima e cinco até Lira. Usa um carro do hotel ou um motorista da confiança do hotel, sai cedo e volta de dia.
Fronteiras e papelada para viajar entre sedes
Cada país verifica os seus papéis, e precisas dos certos antes de embarcar.
- Quénia e Uganda: o visto turístico da África Oriental cobre os dois, e também o Ruanda, durante 90 dias e com entradas múltiplas, por 100 dólares. Sem ele, precisas da autorização de entrada de cada país.
- Tanzânia: não entra nesse visto. Precisas do visto eletrónico tanzaniano e do seguro de viagem obrigatório do Governo, comprado uma vez, na primeira entrada.
- Quénia: também exige o seu próprio seguro de viagem.
- Febre-amarela: o Uganda verifica o certificado à chegada, e os outros dois podem pedi-lo se chegares de um país de risco, incluindo de um dos outros anfitriões. Leva-o com o passaporte em todas as fronteiras.
Burlas nas fronteiras
Nas fronteiras terrestres há quem se ofereça para "ajudar" com o visto, os formulários ou o câmbio. Recusa com educação e vai direto aos balcões oficiais. Paga as taxas só ao balcão e guarda o recibo. Troca dinheiro num banco ou num multibanco, não com os homens que agitam notas na fronteira.
Nos aeroportos, usa a praça de táxis oficial ou uma aplicação, e combina o preço antes de entrar. Em Zanzibar a Uber não funciona: tira uma fotografia ao painel oficial de tarifas quando chegares.
Como planear uma viagem por vários países
1. Escolhe primeiro um país base. Quase todos os que seguirem uma seleção vão passar a fase de grupos num só país. Reserva essa parte assim que sair o calendário. 2. Trata da papelada cedo. O visto turístico da África Oriental se fores atravessar entre o Quénia e o Uganda; o visto eletrónico e o seguro da Tanzânia se a Tanzânia fizer parte do plano. 3. Reserva o troço seguinte depois de cada eliminatória. Tem tarifas flexíveis ou espera pelo sorteio e reserva nessa noite.
4. Deixa um dia de folga. Os voos regionais atrasam-se. Nunca planeies aterrar na manhã de um jogo a eliminar. 5. Conta com dinheiro vivo. Cada país tem o seu xelim, e os táxis e os mercados pedem muitas vezes dinheiro ou dinheiro móvel.
Uma viagem de exemplo por dois países
Imagina que a tua seleção joga a fase de grupos em Nairobi e os oitavos em Dar es Salaam. Entra em Nairobi com o visto turístico da África Oriental ou com a autorização própria do Quénia, e com o seguro queniano. Pede o visto eletrónico da Tanzânia e compra o seguro antes de saíres de casa, para teres tudo pronto se a tua seleção passar.

É assim viajar entre sedes na prática. Depois do último jogo da fase de grupos, reserva nessa noite o voo de hora e meia para Dar es Salaam e chega pelo menos um dia antes do jogo. Se houver tempo, junta Zanzibar depois: fica a duas horas de ferry.
Dinheiro em três países
Viajar entre sedes significa lidar com três moedas. O Quénia, o Uganda e a Tanzânia têm cada um o seu xelim, e não são trocáveis entre si. Levanta dinheiro local em multibancos dentro de bancos ou centros comerciais à chegada, e gasta o que sobrar antes de saíres, porque voltar a trocá-lo é difícil. Os dólares americanos servem para vistos, táxis de Zanzibar e alguns hotéis; leva notas recentes e limpas, porque as velhas ou rasgadas são muitas vezes recusadas.
O que ainda não sabemos
A CAF não confirmou os recintos, os preços dos bilhetes nem o calendário, e as eliminatórias vão até março de 2027. A isenção de visto anunciada pelo Uganda para o torneio também ainda precisa de detalhes. Vamos atualizar este guia quando chegarem. Até lá, reserva o que puderes mudar, porque os planos de um torneio mudam. A nossa página da CAN 2027 acompanha cada data assim que é confirmada.
Para o resto da viagem, vê o nosso guia de Dar es Salaam e o nosso guia de Kampala.
Respostas rápidas
- Qual é a forma mais rápida de viajar entre sedes? De avião. Nairobi, Entebbe e Dar es Salaam ficam a uma hora ou hora e meia umas das outras.
- Posso ir de autocarro de Nairobi para Arusha? Sim. Os shuttles demoram quatro a cinco horas, por Namanga.
- Um só visto serve para os três anfitriões? Não. O visto turístico da África Oriental cobre o Quénia e o Uganda, não a Tanzânia.
- Preciso do certificado da febre-amarela? Leva-o em todas as fronteiras. O Uganda verifica-o à chegada.